O PRIMEIRO DEVER DE CASA E O COMEÇO DO NOSSO AFTERSCHOOLING

Ele chegou. O famigerado primeiro dever de casa do Jorge. Para muitos pais, esse é um momento temido, um compromisso que adiciona mais uma tarefa à rotina já cheia. Mas para mim, foi o sinal de partida para algo muito maior: o nosso afterschooling.

Pode parecer estranho ficar ansiosa por algo que tantos pais abominam. Mas eu sabia que esse seria um marco importante. O dever de casa não é só uma folha preenchida por obrigação. Ele é uma oportunidade única de conexão e observação.

Ao acompanhar essa atividade com meu filho, percebi que esse era o momento ideal para entender melhor o que ele está aprendendo na escola, como ele lida com os desafios, onde ele brilha e onde encontra dificuldades. É aqui que conseguimos perceber o que precisa ser consolidado, o que pode ser explorado de outras formas e até mesmo o que merece uma conversa com a escola.

É claro que o medo também aparece. Eu sei. Eu me pergunto se darei conta, se serei capaz de ensinar, se estarei à altura do desafio. Mas então, lembro do que a Karen, do Diário Desescolar, sempre diz: nós somos especialistas em nossos filhos.

E essa frase resume tudo. O papel de protagonistas na educação dos nossos filhos é nosso. E se não assumirmos essa responsabilidade com primazia, alguém assumirá em nosso lugar. E, quando percebermos, pode ser tarde demais para voltar atrás.

O afterschooling aqui em casa começa assim: observação, paciência e o compromisso diário de estar presente nesse processo. Se eu errar? Ajusto. Se eu sentir que não sei algo? Aprendo. O importante é ocupar esse espaço com intenção, porque ninguém mais fará isso por mim.

E por aí? Como é a relação com os deveres de casa? Você vê como uma obrigação ou como uma oportunidade? Compartilhe sua experiência!

Alexandra Herkenhoff

Alexandra Herkenhoff

Sou mãe, leitora e meio do contra. No Nossa Historinha, compartilho minha experiência com afterschooling, explorando um caminho que mistura Montessori, educação clássica e um tanto de pensamento crítico. Acredito que nós, pais, devemos ser protagonistas na educação dos nossos filhos – ou alguém será em nosso lugar, e talvez não gostemos do resultado.